sexta-feira, 6 de maio de 2011

VinNatur e Villa Favorita 2010

VinNatur e Villa Favorita 2010

por João Rosé a Quarta-feira, 14 de Abril de 2010 às 20:11


(scritto nel mio meglio portoghese :)

É hoje claro, para todos (mesmo os que pretendem o contrário?), a necessidade de inverter muitas práticas da nossa "vida moderna". Entre elas, muitas estão ligadas à alimentação. O vinho (da uva à mesa) é um bom exemplo.
Por razões fáceis de entender (lucro fácil, evidentemente, à cabeça) a indústria do vinho é responsável por diversos indicadores negativos, muitos dos quais se exprimem usando o milhão por unidade: pesticidas aplicados, litros de vinho destruídos, combustível utilizado, energia gasta, resíduos produzidos, químicos de síntese utilizados, ...
Assim, devemos apoiar (até que ponto, com que esforço, cabe a cada um decidir) as iniciativas e os produtores que procuram minorar, ou mesmo eliminar, tanto a pegada ecológica (para usar um termo algo politikally correcto) como os efeitos na saúde humana.
[Faço aqui uma referência para os mais distraídos, longe vai o tempo em que se falava dos vinhos "bio" e biodinâmicos (com origem, respectivamente, em uvas produzidas segundo o modo de produção em agricultura biológica e agricultura biodinâmica) como algo com uma boa filosofia mas imbebíveis (ou apenas com este ou aquele defeito). Alguns do melhores produtores em quase todas as regiões vitícolas de qualidade do nosso planeta são, hoje em dia, bio e/ou biodinâmicos. Ou seja, a inversão de práticas não é antagónica da qualidade, vista apenas sob os parâmetros organolépticos, pelo contrário possibilita um vinho mais saboroso. Embora o caso do vinho seja mais complexo, o exemplo, frequente, da fruta industrial (muito "bonita de ver", tantas vezes sem aroma nem sabor) vs fruta "caseira" (feiinha mas saborosa), serve-me to make my point.]
Angiolino Maule, presidente da Associazione VinNatur, luta há anos por estes objectivos. Depois da participação na Villa Favorita 2010 (degustazione vini naturali) gostava de deixar algumas palavras do Angiolino que, digamos assim, sabe mais da poda que eu (adaptação livre):
"
Manifesto da VinNatur
A associação reúne vignerons com uma forte preocupação ética, ecológica e social, procurando defender o seu terroir e respeitar a sua história, cultura...
Produzir um vinho natural significa agir no respeito do território, da vinha e dos ciclos da natureza, limitar a utilização de produtos tóxicos de origem química ou tecnológica, primeiro na vinha e, consequentemente, na adega.
Prefácio de Villa Favorita 2010
Produzir um vinho natural não significa deixá-lo entregue "a si mesmo" mas acompanhá-lo para obter um alimento que seja são, limpo e bom.
Precisamos do suporte dos apaixonados do vinho para verificar a bondade da nossa acção e nos alimentar do entusiasmo necessário para prosseguir o nosso caminho.
"



Mais informação em
info@vinnatur.it
www.vinnatur.it
 ·  · Partilhar · Eliminar
    • João Tavares de Pina Perfeito. A questão, também tem muito de retórica, por um lado, e, de marketing falacioso para urbano ver, por outro..., realmente sempre duvidei dos que abespinhadamente defendiam biológico e biodinâmico.
      Na quinta da Boavista, mantemos um compromisso ético com a Natureza, respeitando-a o mais possível...
      15 de Abril de 2010 às 10:24 · 

Manifesto, by Xarax y Luís Baena - comento (mas só) no meu cantinho

Manifesto, by Xarax y Luís Baena - comento (mas só) no meu cantinho

por João Rosé a Terça-feira, 23 de Março de 2010 às 21:42


Estalou uma polémica, more than likely estéril, entre o Luís Antunes, aka Xarax, e jh e Luís Baena em representação do restaurante Manifesto. Teve (ou está a ter) lugar nos 2 fóruns mais importantes de vinos y comidas del nuestro PT.

Atrevo-me a dizer que não é por cobardia, ¿pero yo que sé?, que uso este cantinho para um breve comentário.
(lo de la cobardia es que Xarax merece mais de mim)

Declaração prévia:
sou amigo do Luís Antunes
sou fã do Luís Baena, que admiro pela criatividade, humor e sabor
escrevo com o devido respeito por todos os intervenientes

Não me parece interessante discutir os pequenos pormenores do que foi escrito nos fóruns.

Sem nenhuma dúvida, errada a postura de jh e a de Luís Baena quando o defende e desculpa (se é má conselheira não é correcta). Inaceitável, da parte de qualquer restaurante, revelar pormenores pessoais sobre os Clientes de uma refeição (só faltou mesmo uma apreciação aos acompanhantes do Luís Antunes, pois que ele cambaleou à saída fica claro).
Provavelmente, num país como o nosso, quando um crítico não está a fazer crítica mas apenas a desfrutar não deverá publicar as suas impressões. Cá um fórum é assunto muito sério, não pode haver "Bêlisquétchi".

Peço desculpa de mudar um pouco de assunto, como produtor de vinho já me aconteceu, por diversas vezes, considerar críticas ao que faço injustas, superficiais e até, de vez em quando, erradas. Algumas vezes o que se diz não corresponde ao que está na garrafa.
Sei que nem sempre se dá o devido valor ao trabalho que fazer, estagiar, engarrafar e vender um vinho implica. Embora, evidentemente, a importância que cada um dá a esse facto seja do seu livre arbítrio. Quando possível, tento dar a minha opinião, explicar o que for necessário. Nunca precisei de insultar. Acresce, por mais que eu pense isto ou aquilo sobre uvas e vinho, que tenha seguido esta ou aquela técnica, esteja mais ou menos feliz com o resultado, quem compra uma garrafa de vinho tem direito, pelo menos, a duas coisas: respeito e à sua própria opinião sobre o que ela contêm.
Penso que isto é válido, igualmente, para um chef e um restaurante.

Do chef Luís Baena, alguém que inventou pratos que sabem tão bem como bem soam (bolas de Berlim com sapateira ou santola, Mac Silva, ...), mestre do yin e yang, que começa o manifesto do seu Manifesto assim “Se gosta de comida Caseira, coma em casa!" e termina dizendo “já não me apetece escrever mais nada e a si, muito provavelmente, ler mais nada. Como o(a) compreendo. Bom apetite”, esperava mais e melhor.
joão roseira, aka joão rosé
 ·  · Partilhar · Eliminar
    • Nuno Pereira Monteiro Boa reflexão!
      23 de Março de 2010 às 21:53 · 
    • Jorge Saraiva Gosto da serenidade da tua apreciação e concordo com ela.
      [o convívio internáutico traz coisas extraordinárias]
      23 de Março de 2010 às 22:43 · 
    • Abílio Bragança Neto Ponderado, João Roseira. E pertinente, claro.
      24 de Março de 2010 às 10:42 · 
    • Rosário Pinto Dos Santos 
      Confesso que não consigo entender se os envolvidos têm a dimensão do que disseram/escreveram e nesse ponto estou de acordo: o convívio internaútico traz coisas extraordinárias...Expõe, logo, como em tudo na vida, é conveniente recorrer ao b...Ver mais
      24 de Março de 2010 às 11:25 · 
    • André Peres Também não me apeteceu comentar no fórum, não me apetece empolar a situação,mas em algum sítio se possa dizer que este "desaguisado" é muito infeliz e que custa ver pessoas por quem tenho o máximo respeito envolvidas em "peixeiradas"! Continuo com vontade de conhecer o Manifesto, mas um bocadinho menos...
      24 de Março de 2010 às 11:52 · 
    • Rosário Pinto Dos Santos 
      A propósito das críticas e respectivos críticos, recordo com carinho a história mirabolante que vivemos há uns anos no hotel. O GM recebeu a informação (quiçá do além) que um dos mais temidos críticos do mundo estaria para fazer check-in a...Ver mais
      24 de Março de 2010 às 12:12 · 
    • João Rosé Rosário, great story.
      24 de Março de 2010 às 12:27 · 
    • Luis Paiva Rosa, rosae, rosam... declinações, saudades... :-)))

      Quanto ao resto, sintetizei, no sítio certo e em tempo oportuno, o que me pareceu. ;-)
      24 de Março de 2010 às 15:13 · 
    • João Rosé Acabei por deixar umas postas de pescada (nº 3 e congelada, evidentemente :) no f(l)órum da novacritica-vinho.com. Se calhar é triste ir lá para isto mas, waht the heck, it's done.
      24 de Março de 2010 às 18:20 · 
    • Luis Paiva Fizeste bem, ou, como agora se escreve, fizes-te bem...
      ou será que é fizés-te bem?
      24 de Março de 2010 às 19:18 · 
    • Karl Own filetes de espuma recheados com mortandela de alcachofra
      24 de Março de 2010 às 23:36 · 

A última ceia

A última ceia

por João Rosé a Segunda-feira, 22 de Março de 2010 às 14:52
(acho que se não andasse para aki a armar en gallego-ó-italiano escreveria assim)
(outro parêntesis, para referir o garficopo.blogspot.com y su creador Amândio Cupido. Se quiserem ler algo mais sério k esta marmelada, deiam :) lá um salto e deliciem-se com uma interminável série de by me (s). :)


De volta ao Porto para o fim de semana, de volta aos tachos, desta vez para cocinar una cena para sábado e una comida para domingo.
A ideia foi repetir algumas coisas que tinha cozinhado recentemente (assim tipo, vamos lá ver se isto se pode melhorar) e inventar um pouco.
Com muita frequência, vou comprando stuff, seja em que superfície comercial for, sem pensar exactamente o que vai com quê, limito-me a responder ao apelo imediato dos pródutos (à maneira do Dóuruo :).
Assim foi, ayer.

Gosto de ver nas revistas (ahah) fotos dos ingredientes e depois do resultado.
Como tinha um pouco de tempo, cerca de 2 horas, resolvi fazer a minha própria reportagem, besuntice, eu sei, mas que se lixe.

A primeira coisa séria, escolher a trilha sonora, Afinidades, Los Clã y Sérgio Go(r)dinho juntos y ao vivo, dose dupla de seguida :)

A primeira brincadeira foi por uns congelados (fuck, comprei uns camarões size 20 a 6.49) a descongelar à... chuva. Not bad, pensei, com a chuva ácida sempre poupo no limão.



Uma das coisas que vou tentando melhorar é o que penso poder resumir por eficácia. Basically, ser rápido sem comprometer o resultado. Normalmente, começo a por coisas ao lume antes de terminar o mis en place. Pois desta vez não, primeiro tudo cortadinho e arrumadinho... Claro, como ainda não sabia o que ia fazer, ver tudo à minha frente foi uma ajuda. Por outro lado, como previa muita coisa a rolar ao mesmo tempo pareceu-me prudente, p’ra depois não deixar algo esturricar enquanto descascava não sei o quê.
Por esta altura estava mais ou menos claro que ia fazer uma feijoada de cogumelos, uma espécie de ratatouille, uns legumes cozidos, um risotto de marisco, lombos de espadarte, bife de atum e mexilhões. O quê com quê not yet defined.
A esmagadora maioria do que cozinho são apenas vagas cópias (entre o assim-assim e o razoável, ocasionalmente um pouco mais) de receitas que li ou pratos que comi. Há, no entanto, algumas merditas que inventei. Guess what, podem vir a ser clássikos (just kidding). Quando comecei a assar portobellos lembrei-me de experimentar assar da mesma forma (a baixa temperatura [80-100 ºC] e por algumas horas) alguns legumes. Pois fiquei rendido. Dá para tudo: cenoura, nabo, abóbora, cebola, alho... Nada de novo, vale, lo sé, mas, e isto: cortar rodelas de nabo e tiras de abóbora (finas, como se fora batata para fritar à inglesa), colocar no tabuleiro apenas untado com azeite e forno com elas. Pode terminar de diversas formas: sempre a baixa temperatura ou dar, no final, uma entaladela de calor e ficam mesmo estaladiços. De temperos, ao gosto do freguês, uma sugestão é passado uma hora pincelar com azeite ao qual se adicionou os temperos pretendidos. O único defeito é mesmo o excesso de energia consumida mas, de vez quando, ainda nos podemos dar a alguns luxos, sorry ambiente :(
Quando toda esta lamexice de cocinar e fotografar, blábláblá, estava em marcha, mudança de planos. Afinal o jantar é para + gente, a bebinha e sus amicci mailo seu strogonoff. So, stop 4 a minute e simplificação. Finalmente, foi isto:
Uma brincadeira das k eu gosto, lata com eles: sardinha e cavala do Algarve com abóbora e nabo enfornado.
Mexilhões de Vila Praia de Âncora, really basic, depois de passar por 2 águas p’ra tirar areias, panela com alho e cebola, deixar levantar fervura e juntar um pouco de salsa. Bueno.
A única besuntice mais a armar, espadarte com legumes (nabiça, cenoura e nabo).
O strognoff by Jorge.
A terminar fiz um dois folhas de chocolate e morango.



Bobidas: Campolargo Espumante Bical Arinto Cerceal 2008, Prova Régia Arinto de Bucelas 2008 e Infantário Ruby non-vintage. Tudo baratito e simples e saboroso.
Ah, y aunque un postre en la varanda :).

A última ceia? Yeah, só tivemos 3 apóstolos à la fois da outra conta.
Como hay que titular, me pareceu bien, um misto de private joke e apenas a ceia do último sábado :)

Y nada, lo pasamos bien, la mesa desmarcada es muy afortunada.

Besitos, rosé-ainda-heidi-cozinhar
 ·  · Partilhar · Eliminar

primavera è lampeggiante

primavera è lampeggiante

por João Rosé a quinta-feira, 18 de Março de 2010 às 17:24
in giro qui a Infantário.
energia che si è svolto durante l'inverno è lampeggiante.



anche le arance sono più luminose


natureza en Infantário

natureza en Infantário

por João Rosé a Terça-feira, 16 de Março de 2010 às 19:54

Desde algunhos anos que las Poupas nos visitan, aqui nos Espantados. Eso sentido de memoria das aves es de tontear. Todos los anos volven. Quedanse por aqui, se hacen familia.
Hoy, esa de la foto bicou en la nuestra ventana a decir: Hola, xa estou aqui.



Flor con Douro al fondo. Y nada.
 ·  · Partilhar · Eliminar
  • Gato Aurelio gosta disto.
    • Karl Own elas andam ao mosto e aos seus insectários, bê lá se fazes a ambientação da passarada como manda a sapatilha com uns poleirinhos cheios de come come
      16 de Março de 2010 às 23:13 · 
    • João Rosé no tío, els ya tienenm su casita, en la parede vieja del Infantario. Es su habitación de vacances. No lo puedo cambiar a una tienda en madera :)
      17 de Março de 2010 às 10:56 · 
 
eXTReMe Tracker